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“Entre quatro paredes: prevenção à violência familiar em Igrejas no Brasil 2020-2021”

Objetivo

A Paz e Esperança busca intervir na realidade dos altos índices de violência doméstica entre famílias Evangélicas no Brasil, em particular na violência contra mulheres e crianças (meninas). Para isso, desenvolvemos um modelo de abordagem para o problema, mobilizando igrejas e validando uma metodologia de intervenção para investigação do problema na América Latina, já aplicada por Paz e Esperança no Peru e no Equador. Assim, esta pesquisa tem como objetivo reproduzir o modelo de ministério cristão da Paz e Esperança, dedicado a prevenir a violência doméstica dentro de comunidades cristãs nas grandes cidades de Santiago do Chile, Medellín na Colômbia, e Rio de Janeiro, no Brasil.

Este projeto busca confrontar o problema da violência de gênero contra crianças e mulheres provendo educação teológica sólida para pastores e lideranças cristãs no Chile, Colômbia e Brasil, trazendo bons ensinamentos bíblicos sobre família, habilidades parentais amorosas, e práticas de escuta das crianças, para trazer completude à vida de famílias cristãs e fazendo incursões para o avanço de transformações sociais duradouras. Em segundo lugar, o projeto procura motivar a mobilização de igrejas em comunidades tendo em vista a redução da violência familiar e doméstica.

A equipe

Coordenação

Sarah de Roure

Mestra em Desenvolvimento e Cooperação Internacional pela Universidad del Pais Vasco (UPV/EHU), coordenadora

Marcus Vinicius Matos

doutor em Direito, coordenador executivo

Pesquisadoras

Elisabete Fabiana da Paz Santos

mestranda em teologia na FTSA, pesquisadora

Vanessa Carvalho de Mello da Cunha Pereira

Professora da Faculdade Teológica Sul Americana (FTSA), pesquisadora

Gabriella da Silva Mendes

doutoranda em educação na UFRJ, pesquisadora

Hanna Leticia Pedroza

graduanda em Letras na UFRJ, assistente de pesquisa

Consultores

Adilson Silva

professor da Universidade Mackenzie, consultor para a análise quantitativa

Alexandre Brasil Carvalho da Fonseca

professor da UFRJ, consultor para a análise quantitativa

Bruno Cidadão

estudante de jornalismo, assessoria de comunicação

Histórico e Abrangência

Há mais de 22 anos Paz e Esperança trabalha para acabar com a violência contra crianças e mulheres no Peru, e desde 2011 também no Equador e na Bolívia. Este modelo tem sido bem sucedido em ajudar crianças e famílias a se recuperar integralmente de abusos e, ao mesmo tempo, construir comunidades e sistemas que os protegem. Esta abordagem integral para enfrentar o abuso infantil e outros tipos de violência contra mulheres e crianças é baseada em Prevenção, Intervenção e Reforma. Devido ao sucesso deste modelo, ao longo dos anos Paz e Esperança expandiu e reproduziu este modelo em outras regiões do Peru, bem como no Equador e na Bolívia.

Paz e Esperança planeja estabelecer uma rede latino Americana de organizações nacionais e independentes que sirva a populações vulneráveis como mulheres e crianças vitimadas pela violência. Nos últimos dois anos três novos grupos se identificaram com esta proposta na Colômbia, Chile e Brasil. Nosso propósito é fortalecer estas novas expressões nacionais de P&E.

As bases de ação do projeto são:

  1. Sensibilização
  2. Mobilização de igrejas

Dados da situação da violência familiar e doméstica no Brasil

  • De acordo com o Mapa da Violência 2015, o Brasil tem o 5o maior índice de incidência de feminicídios no mundo;
  • “o número de mulheres mortas por homicídio no Brasil continua subindo”;
  • Este número é maior entre mulheres negras, o que mostra que a discriminação racial é uma praga no Brasil;
  • De acordo com o Mapa da Violência 2015, a maior fonte de dados e informação sobre o tema no país, 13 feminicídios ocorrem por dia no Brasil;
  • O Brasil registrou uma violência a cada 11 minutos em 2015. Estes são dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (Anuario Brasileño de Seguridad Pública);
  • 503 mulheres brasileiras são vítimas de agressão física a cada hora
  • Entre as mulheres que sofreram violência, 52% se calaram. Apenas 11% buscaram a delegacia de mulheres;
  • 40% das mulheres maiores de 16 anos já sofreram algum tipo de assédio moral;
  • 5,2 milhões de mulheres já sofreram assédio no transporte público;
  • 20,4 milhões de mulheres receberam comentários desrespeitosos nas ruas;
  • 2,2 milhões de mulheres já foram beijadas ou tocadas sem consentimento;
  • 10% das mulheres já sofreram alguma ameaça de violência física;
  • 3% (ou 1,4 milhões) de mulheres já sofreram espancamento ou tentativas de estrangulamento e 1% já levou pelo menos um tiro.

*Pesquisa realizada pela Fundação Kering. Dados referentes a 2016 e 2017.

**Pesquisa realizada pelo Datafolha e encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança. Dados referentes ao ano de 2016.